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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
 Leach, 1820
Subfamília: Columbinae
 Leach, 1820
Espécie: C. livia

Nome Científico

Columba livia
Gmelin, 1789

Nome em Inglês

Rock Pigeon


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pombo-doméstico

O pombo-doméstico é uma ave columbiforme da família Columbidae. Também conhecido como pombo-comum ou pombo-das-rochas. Esta espécie é originária da Eurásia e África e foi introduzida no Brasil no início da colonização portuguesa.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) columbus, columba = pombo; e do (latim) livens, livia = cor de chumbo, cinza azulado. ⇒ pombo cor de chumbo. Ser azulado. - Como se referiu Aubenton (1765-1781) e Buffon (1770-1783) (Columba). Columba é o “termo” radical para outros gêneros da família Columbidae.

Características

Mede aproximadamente 28-38 centímetros. Cabeça pequena e redonda, bico fraco, na base coberto pela “cera” a qual é intumescida no pombo. Corpo pesado, plumagem cheia e macia sendo rica em pó. Hálux bem desenvolvido.
Canto territorial o qual é esquematizado e baixo, sendo emitido de bico fechado.

Vive até 16 anos. O peso é em torno de 238-380 gramas. Este pombo tem muitas variações na coloração. Alguns apresentam corpo todo preto com pés rosa-avermelhado e olhos laranjas em alguns indivíduos. Outros chegam a ser “albinos” com os olhos escuros e bico rosa-pálido. Já outros são marrons com duas barras também marrons nas asas cinza claro. Neste mesmo caso eles podem ter barras pretas nas asas cinza (este tem corpo cinza escuro). O pombo desse tipo (cinza escuro) tem o pescoço com penas verde-metálicas e roxas-metálicas que brilham sob a luz do sol. Tem uns que por conta de um acasalamento de um macho de uma cor, com uma fêmea de outra cor, resulta em um pombo com cores misturadas; preto com manchas brancas e vice-versa (alguns com pescoço verde e roxo).

Alimentação

É granívora e frugívora, aprecia variados tipos de sementes, principalmente a dos frutos do Urucum (Bixa orellana). Com o bico, costuma virar folhas secas em busca de alimentos. Sinantrópica, adaptou-se muito bem ao ambiente urbano. Comumente visto em praias, centro de cidades, praças, parques, aglomerados urbanos, consumindo restos de resíduos alimentares de seres humanos, os quais passaram a ser parte de sua dieta.

Reprodução

Durante o cortejo o macho faz reverências diante da fêmea. Quando querem atrair a atenção enquanto voam batem os lados dorsais das asas por sobre o dorso. Os parceiros acariciam-se na cabeça alimentando-se mutuamente com uma massa regurgitada do papo. Põe 2 ovos, que são incubados por 16 a 19 dias. Faz de 3 a 6 posturas por ano. Essa ave constrói o ninho em beirais de casas, com as próprias folhas secas que já estão lá. O ninho é feito de forma redonda, apenas ajeitando as folhas.

Hábitos

Essa pomba se adaptou perfeitamente à vida nas cidades. Voa bem. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos. Pára a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não saltita nunca. Boceja. Não esconde a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho. Após o macho ter galado a fêmea, ela “gala” o macho. Quase não é visto em galhos ou árvores. Vive em telhas, madeiras de construção, em fios de postes de luz, e no chão em busca de alimento.

Particularidade

É considerada um grave problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Até recentemente 57 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos, tais como: histoplasmose, salmonella, criptococose. Há um mito comum entre as pessoas não especializadas e até mesmo entre alguns profissionais da saúde de que eles podem transmitir toxoplasmose, mas a única maneira disso ocorrer seria através de uma hipótese remotíssima: se uma pessoa comesse a carne crua de uma ave que estivesse infectada com o Toxoplasma gondii. Portanto, o pombo não transmite toxoplasmose para seres humanos, somente para os animais que eventualmente se alimentem de aves cruas.

Até recentemente, havia uma certa benevolência com os pombos em áreas urbanas, sendo comum encontrarem-se em pontos turísticos em todo o mundo (como a Trafalgar Square em Londres, ou a Cinelândia carioca), com a presença de vendedores ambulantes licenciados de milho, atirado aos pombos. Atualmente, tais atitudes são desencorajadas e existe uma repugnância crescente à presença dos pombos, tidos como “ratos de asas”, em áreas urbanas. Encontra-se na lista de espécies exóticas invasoras do Brasil.

Em alguns países, como na Turquia por exemplo, os pombos são considerados grandes atrações turísticas e são vistos com “raridade”, ao contrário do Brasil, que é o país onde os pombos são vistos frequentemente em cidades (principalmente) e outros pontos.

Predadores

Além desses exemplos, também tem casos de ser predado pela Mocho-Diabo

Distribuição Geográfica

Pode ser encontrada em todo Brasil, sendo comum até mesmo em grandes centros urbanos.

Referências

Galeria de Fotos